DA SOBERBA À NEGLIGÊNCIA

 

 

Difícil de admitir e de reconhecer que há muito tempo não somos mais quem pensamos ser no futebol.

Mais difícil ainda, pensar que se é o que já se foi, ou seja, ficar estagnado no tempo, obsoleto, entrar em um desfile na Sapucaí e pensar que está com a melhor fantasia. Até que alguém te tira de cena e diz: “Ei…acorda, você está sonhando que é Rei, mas é só um sonho.”

Pois bem, a vida é um movimento contínuo, a mudança nossa única certeza, portanto, a pessoa que vive do passado, não vai para frente. Quando ficamos presos em nossas velhas crenças, ideias, conceitos, corremos o risco de submergir ao novo, ao que está  aqui e agora, no mundo real.

Vivemos um momento histórico e crucial no futebol brasileiro. Penso que em toda a desgraça há uma lição, um aprendizado. Espero sinceramente, que esse episódio lamentável de Brasil 1 x 7 Alemanhã, mobilize autoridades do futebol a repensar este esporte que se traduz como uma paixão nacional. Há que se mudar a maneira de ver e fazer o futebol no Brasil, criando novas estratégias, um planejamento bem estruturado, um plano de ações a longo prazo, enfim, reestruturar a filosofia e a cultura que se tem em relação a este esporte. Isso é URGENTE.

E o que dizer de nossa seleção e de sua liderança?…Volto a dizer, vivemos de um passado. De um lado, o treinador com Confiança Excessiva, com um tom de arrogância. Não precisa treinar, não precisa de psicóloga junto com a comissão, não necessita coesão, fortalecer os vínculos entre os atletas, sabe por que?…Simplesmente porque somos “os caras”. Com esse pensamento mágico, deixamos de fazer o necessário, tornamo-nos negligentes.

O que dizer de nossos atletas?…Meninos assustados, com baixa confiança, ansiedade alta, medo excessivo, o que se evidenciou desde o início. A seleção mostrou, além da fragilidade emocional, uma formação tática que não convenceu e, desastrosamente, diante de uma Alemanhã que se agigantou em campo, tornamo-nos meninos pequenos, despreparados, desesperados, perdidos em um jogo que parecia de brincadeira. Digo ainda mais: “NO dia 08/07/2014, entramos em campo derrotados, fato que se evidenciou na postura corporal dos jogadores, a maioria de cabeça baixa, com um semblante muito sério.” 

Outra questão que despertou minha atenção, foi o pensamento e a fala de que a seleção é do Neymar, a Copa do Neymar, o talento do Neymar…Neymar….Neymar….Tá, espara ai pessoal, concordo que é um ótimo jogador, mas não faz nada sozinho, existe o “grupo”. Mas, pensei: “de tanto falar que Neymar é o melhor, sem ele, não existiu seleção, os jogadores não apareceram, não jogaram, portanto a profecia se concretizou, ou seja, sem Neymar não tem jogo.” O que é o poder da palavra.

Independente das questões políticas e adversidades existentes em nosso país e que, consequentemente nos perpassam, quando ouço o Hino Nacional, sinto o quanto Sou Brasileira, este sentimento de pertencer a uma raça é maravilhoso.

Parabéns ao esforço de nosso jogadores, fizeram sua parte, apenas faltou um acompanhamento e assessoria compatíveis com o papel que lhes foi incumbido:”atletas da seleção brasileira de futebol.”

 

Um abraço afetuoso!

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